
S
ão as únicas necessidades estáveis dessa minha vida mutante. Visualizo uma porta aberta pra mudanças, pra novas possibilidades, pro caminho que difere do percorrido até então. E se alguns planos não vingaram, resta revê-los, mudar de rota, traçar outros rumos...pra frente é que se anda e gosto de trilhar meu caminho assim: imprevisível. Sem saber o que está por vir, desconhecer o capítulo a seguir. É nisso que tenho apostado. E é o que tem funcionado.
Decidi desfazer os antigos blogs: eles atendiam a necessidades que se modificaram. Hoje tenho outras, que podem ser facilmente sintetizadas: vontade do que é novo. E se por um lado a solidão me incomoda, por outro sei que dos males é o menor. É nesse contato comigo que posso amadurecer melhor os resultados das minhas vivências e fazer um balanço do que tenho aprendido. Pra evitar sucessivos erros que-felizmente- fazem parte de um passado morto e sepultado.
Encontro-me seletiva como nunca estive. E mais lúcida também. Sigo à risca aquele ditado meio clichê, até: "Antes só que mal acompanhada." E não vejo problema nisso. Vejo problema em submeter-se a relações desprovidas de sentido por medo de enfrentar a solidão. E eu quero mais que isso. Quero o que é válido, que me complete ao invés de tirar coisas de mim. Quero companhia de verdade e não "solidão a dois". Tenho de volta "a paz, a paciência e a urgência que me levavam pela mão". E isto é o que importa. O resto, deixo a cargo da vida, que a minha parte eu tô fazendo.
Que venham as transformações: serão bem vindas. E se não vierem, não tem problema: eu as faço acontecer!
"Todo dia é assim, nem me lembro desde quando.
Sem ensaio, nem rascunho, o caminho a gente faz andando."